Gabe Ranhilt

Arcane fills my body like poison fills the spider's.

Description:

Descrição física: Gabe tem a pele clara e delicada, como uma seda branca, olhos azuis profundos, cabelos longos, e castanhos claros, lisos e inpercepitivelmente ondulados. Sua altura chega à 170cm, e sua massa gira em torno de 61kg.

Traços comportamentais: Não seria um equivoco afirmar que Gabe é uma criatura pícara, “dar um jeitinho” é uma prática a qual esteve presente em seu cotidiano até então, logo esse traço é inerente à seu ser. Tal fato aliado à sua figura materna lhe garantem até certo ponto uma moral flexível. Todavia Ranhilt traz em si certos principíos inexoráveis: devido a sua criação a traição, abandono e negligência são de certa forma esperados, mas rechaçados com veemência; apesar de não ser nenhuma defençora do bem incondicional, a exploração dos indefesos lhe causa profunda revolta; e por ultimo e não menos importante para a jovem a liberdade é um direito inegável à todos os seres, sua opressão é inaceitável.

Quanto à seu maneirismo, a ironia e sarcasmo sempre estão presentes em seus díalogos. Muitas vezes Gabe aparenta apatia, porém suas reações e atitudes são usualmente energéticas: sempre que irritada Ranhilt, normalmente, ignora o bom senso e qualquer cordialidade até então vigentes, muitas vezes causando conflitos, alguns até desnecessários. Piedade, compaixão ou simpatia são podados em relação à criaturas, as quais em alguem momento lhe negara liberdade ou lhe ameaçara a vida.

Em relação à seus gostos, Gabe guarda grande curiosidade, fascínio e até arrogância quanto à seus poderes arcanos. A moça preza a independência e convicção seja dela ou das pessoas com que convive. Ranhilt não sente ódio de nenhuma criatura em específico (espécies de criaturas, como dragões), mas alguns gêneros lhe causam nojo como mortos-vivos e artrópodos em geral.

====== Created Using Wizards of the Coast D&D Character Builder ======

Gabe Ranhilt, level 3 Human, Sorcerer Spell Source: Wild Magic Background: Geography – Urban (+2 to History)

FINAL ABILITY SCORES Str 8, Con 12, Dex 16, Int 12, Wis 10, Cha 18.

STARTING ABILITY SCORES Str 8, Con 12, Dex 16, Int 12, Wis 10, Cha 16.

AC: 14 Fort: 13 Reflex: 15 Will: 18 HP: 34 Surges: 7 Surge Value: 8

TRAINED SKILLS Diplomacy +10, Arcana +7, History +9, Bluff +10, Insight +6

UNTRAINED SKILLS Acrobatics +4, Dungeoneering +1, Endurance +2, Heal +1, Intimidate +5, Nature +1, Perception +3, Religion +2, Stealth +4, Streetwise +5, Thievery +4, Athletics

FEATS Human: Sorcerous Blade Channeling Level 1: Ritual Caster Level 2: Arcane Familiar

POWERS Bonus At-Will Power: Chaos Bolt Sorcerer at-will 1: Burning Spray Sorcerer at-will 1: Acid Orb Sorcerer encounter 1: Explosive Pyre Sorcerer daily 1: Chromatic Orb Sorcerer utility 2: Sorcerous Sirocco Sorcerer encounter 3: Flame Spiral

Bio:

Background de Gabe Ranhilt

 

Capítulo 1: O Nascimento.

                Em meio à um pântano inóspito há um pequeno casebre de pau-a-pique, de onde gritos femininos em agonia irrompem o prelúdio da precipitação a chegar.

- Força, o bebê está saindo. - Dizia uma idosa senhora, de pele pálida, nariz saliente e torto, e aparentemente caquéctica.

                Era um casebre de um comôdo só, sem vidros nas pequenas janelas, as quais mais pareciam fendas esculpidas pelo tempo. Junto a parede parede esquerda encontrava-se um presépio, um amontoado de palha o qual servia, no momento, como cama de uma jovem, prestes a dar a luz. Era uma jovem ruiva, de aparentemente 25 anos, cabelos ondulados, pele delicada e olhos azuis exprimidos pelo semblande de dor. A jovem gritava, a velha instruia e o vento soprava. Um trovão anuncia, a chuva que começara a cair e o choro de uma nova vida.

- Ahh, pronto, pronto. Menina o bebê é. – Avisou a velha.

- Eu não quero saber, põe o bebê em um canto e me dê logo essa poção. – Retruca a moça aliviada e irritada.

- Tens certeza de que queres tomar? Outro progenitor nunca mais poderas ter. – Alerta a senhora em tom contrariado.

- Anda logo velha, você não ouve? Os ventos? Ele está chegando, eu não tenho o dia inteiro. – A paciência da jovem ja parecia ter se esgotado.

 A velha então, envolve a criança em trapos e a coloca sobre uma mesa de madeira, disposta no meio do comôdo, em meio a prantos de quem respira pela primeira vez. Logo depois a senhora aproxima-se de um grande caldeirão, aquecido por lenhas em brasa, com uma concha retira um líquido avermelhado e borbulhante e o coloca em um pequeno vaso de cerâmica. Em seguida entrega à moça. Deitada ainda a moça bebe o líquido, suspira após terminar como quem mata a sede dias sem beber. Mas seu semblante de bem estar é efêmero e logo seu corpo se entrega a contrações musculares, a jovem volta a gritar. Suas mãos agarram as palhas ao seu lado, na mais genuína expressão de dor, envergada no presépio como um lençol abarrotado ela não percebe o sangue que escorre de sua genitália. Pouco tempo depois a moça adormece.

                Após observar tal cena, a velha se recompõe e volta a fitar a criança, ainda em pratos.

- Cabeluda nasceste, o cabelo do pai herdastes. Ahhh, e os olhos da mãe. Mas oque ela vê, desejo que não vejas. - A senhora pega a criança no colo. – Curto o tempo se faz, devemos partir, antes que seja tarde demais. – E assim, as duas partem, pântano adentro.

                Pouco tempo depois, um vento da tempestade ja então vigente, derruba a frágil porta de madeira do casebre, um grande vulto surge em tal entrada, e a única testemunha é uma jovem ruiva inconsciente.

<o:p> 

Capítulo 2: A juventude.

                Já não mais bebê, agora moça, Gabe acorda assustada, como de costume um pesadelo lhe despertara. Sua mãe , agora ja não mais jovem, todavia ainda uma bela ruiva, fitava-lhe no batente da porta de madeira.

- O gnomo e o seu namoradinho estão lá em baixo. Estão ansiosos por mais um dia de trabalho seu. – Ironiza Bethânia (mãe de Gabe).

- Ele não é meu namoradinho. - Esbraveja a jovem, irritada com a indagação.

- Pouco me importa, é hora de trabalhar. – Retruca a mãe logo se retira, rumo a seu aposento.

 A jovem então suspira, como quem junta coragem para se levantar da cama, e assim o faz. Caminha em direção do "banheiro" resmungando a frase "é hora de trabalhar." imitando caricaturalmente sua mãe em voz fina e estridente. Gabe, lava seu rosto com água da bacia e fita o espelho, ve uma jovem linda, de olhos azuis, cabelos castanhos, pele delicada e clara. Ela e sua mãe moram em uma casa de dois andares, onde há no térreo uma pequena loja que vende antiguidades, itens raros, alguns pergaminhos mágicos, receitas de rituais e váriadas poções, na sua maioria exóticas, como a poção do amor (nem Gabe acreditava que esta funcionasse).

                Dessa maneira, a jovem desce as escadas de madeira em direção a porta da loja, cada degrau pisado fazia sempre o mesmo ruído rotineiro de madeira estalando. Quando ela abre a porta, a luz e cheiro da cidade inrrompem a escuridão e o cheiro de mofo característicos da casa. Duas figuras aguardam-lhe sorridentes em frente a sua casa, um gnomo adulto de roupas nobres e barbixa saliente e um jovem meio-elfo de cabelos compridos e dourados, trajado com uma longa batina branca cujo os adornos referiam-se a Pelor, o Deus Sol.

- Bom dia. – Diz Gabe com voz de sono e um sorriso notadamente forçado.

- Bom dia Gabe, pronta para os negócios?- O pequeno humanóide esgueirando-se entre as pernas da moça vai adentrando e recinto e continua: – É como eu sempre digo, a vida é um comércio, se agente não vende nosso pão, agente não compra nosso peixe. Não não…. Se NÓS não vendemos nosso PEIXE, não compramos nosso PÂO. Nossa, preciso anotar isso.

- Bom, dia. – Diz o jovem meio-elfo. – Quanto desanimo! A manhã é sempre a parte mais linda do dia, pois é o momento em que Pelor, nosso senhor, resurge no céu para iluminar nossa vida!

- Obrigada Fred, eu ja sou bem iluminada, sou praticamente uma vela. – Ironiza a Jovem. – O que você está fazendo aqui essa hora?

- Pelor, nosso senhor, mostrou-me o caminho da luz eterna, partirei para contemplação espiritual amanhã, no primeiro sinal do senhor no horizonte.

- Como assim Fred? – Pergunta impaciente a jovem, diante de frase tão confusa e "iluminada" de seu amigo.

- Eu fui aceito no monastério Aurora! – Diz Frederico empolgado. – E já que partirei amanhã peço-lhe que almoce comigo. Tenho tanto a lhe contar.

                Neste momento uma voz surge de dentro da casa: – Se a vida é um comércio, o tempo é um recurso! Como eu sempre digo. – Era o gnomo reclamando do diálogo dos dois. Gabe então volta-se para Frederico e diz:

- Olha tudo bem, mas agora eu preciso trabalhar. Aparece aqui no almoço então.

                O jovem dessa maneira, parte rumo ao templo, ja a moça entra no recinto, desalentada, ciente da longa discução que lhe agardava. Por se tratar de um loja exótica, a clientela era escassa. Gabe passava a maior parte de seu tempo contado mosquitos durante seu expediente. Todavia, a loja contava com 3 clientes rotineiros: O seu Waldmord, um mago de poucas palavras e poucos amigos, sempre a procuras de raros itens mágicos especificos; o seu Albert, um simpático colecionador de anguidades e itens exóticos; e o pícaro Nipsy Varifold, um gnomo malandro cheio de meias-palavras. Quase que diariamente Nipsy entrava na loja com um saco cheio de objetos, na sua maioria bugigangas. Gabe não sabia como o pequeno humanóide conseguia tantos objetos em tão pouco tempo, mas seu comportamento subterfúgio lhe dava pistas. E toda a vez era sempre o mesmo entrave, o gnomo querendo vender a jovem evitando comprar. Mas o desfecho era quase sempre o mesmo, a insistência e a lábia de Nipsy lhe garantiam a maioria da venda dos objetos. E diga-se de passagem, que o gnomo nunca comprara se quer um farpo da velha madeira que sustentava a casa.

                No dado dia o entrave não terminara diferente, Nipsy sai da loja com peças de ouro e Gabe arruma espaço para os novos objetos que nem ela entendera direito a utilidade.

                Horário de almoço, Gabe fecha as portas do estabelecimento "Artigos Exóticos Ranhilt" como lia-se na singela plaqueta em frente à casa. Fred aguardava anciosamente no esturricante zénite do sol. Combinam então de almoçar no estabelicimento chamando "O Porco Alado". Sobre a sombra de uma árvore os jovem proseavam sobre a vida e a expectativa de Frederico quanto ao monastério. Eis que o meio-elfo levanta um tópico que cessa a cordialidade no semblante da moça:

- Ficastes sabendo do corpo sem ossos que encontraram na praça central durante a ausência de Pelor?

- Não, como assim? – Retruca a jovem, ja antecedendo o final do assunto.

- A milícia encontrou um corpo sem os ossos no praça durante a escuridão que precede a aurora. Todo mundo está comentando. Bruxaria! Ah, essas coisas só acontecem no sono de Pelor! Criaturas infames e covardes! – Fred suspira todo seu ódio. – E sabes como é esse tipo de boato na cidade. Ja estão falando que é sua mãe. Blasfemadores, eu sei o quanto a família Ranhilt é de boa índole!

 Gabe sabia que sua mãe e ela própria tinham afinidades com a energia arcana, porém nunca lhe passara pela cabeça a palavra bruxaria. No seu entender sua mãe só preparava poções e pergaminhos baratos. Já a própria jovem experimentara alguns pequenos acidentes, conjurando acidentalmente algumas magias , porém nesse aspecto sua mãe lhe auxiliara, o único diga-se de passagem. Fred de nada sabia sobre os pequenos acidentes.

- A minha mãe não é bruxa, e já estou cansada desse tipo de boato. Vamos mudar de assunto por favor. – Concluiu a Gabe.

- Claro! E você, conseguiu perguntar para sua mãe quem é seu pai? Essa icógnita lhe aflige tanto. - Replica o meio-elfo.

 Durante um curto espaço de tempo Gabe encontrou-se comtemplativa, alheia a realidade. O fato de tentar perguntar alguma coisa a mãe mostra a frieza e a distância da realção das duas. Contudo o que mais lhe absorvia era a frustração da vaga resposta da mãe.

- Gabe? – Chama atenção o amigo.

- Oi? Ah, sim. Perguntei. - Respondeu a garota.

- E oque ela falou?

- Ah, que ela não sabe quem foi. - Ainda absorvida pelos pensamentos, a resposta da mãe em algum ponto fazia sentido, afinal Bethânia levava uma vida libertina, para não dizer promíscua, para os padrões vigentes. Cada semana um suposto pai diferente. Ao voltar a realidade e prestar atenção no que seu amigo estava falando, pegara o final da frase:

- ... que Pelor ilumine a senhora Ranlhilt. – Concluiu o meio-elfo.

<o:p> 

Capítulo 3: Sozinha

 Em mais uma manhã o sol ilumina o sobrado das Ranhilt. Mas uma manhã que o pesadelo desperta a jovem Gabe. Mais um manhã de trabalho. E nesta manhã rotineira, em particular, a agora senhorita Ranhilt tornara-se moça. Era seu aniversário, completara 20 anos. Não espera beijos, abraços e nem presentes, mas esperava o mínimo que era sua mãe presente. Porém não a encontrara em seus aposentos. Logo pensou que a mãe fora viajar, como de praxe, e não a avisara. Uma pequena estilha de tristesa ferira seu coração. Contudo sem titubear recompõe-se, afinal em toda sua criação nunca houve espaço para sentimentalismo, muito menos um parabéns.

                Dessa maneira Gabe desce as escadas de madeira, como de costume. Mas algo incomum lhe tira do desalento rotineiro, um espelho portátil sob um bilhete destinado a moça lhe chamam a atenção. Sem hesitar ela abre o bilhete, ansiosa, porém as poucas palavras do bilhete fizeram seu semblante estremecer e esbranquecer. As palavras do bilhete eram:

                "Gabe, feliz aniversário. Agora você já é uma moça e não precisa mais de mim. Vou viajar e terminar algo mal acabado de minha vida, mas receio que nunca mais voltarei. O espelho é seu presente de aniversário. Espero que nossos caminhos voltem a se cruzar algum dia, toda sorte do mundo, sua mãe."

 Foram as palavras mais doces que sua mãe lhe dicera em uma vida inteira, e as de conteúdo mais traumáticos. As pernas de Gabe estremeceram, seu coração disparou, era tudo tão surreal, talves fosse somente mais um pesadelo. Mas os longos minutos de choque lhe mostraram que não, era tudo real, e era tudo difícil de ser assimilado. Em um acesso de fúria a jovem agarra o espelho e o joga contra o chão. O barulho de cacos de vidro não era diferente do de sua alma, em pedaços. Porém um som não entrava em tal simbiose de catarse. Era uma voz masculina, seca, grossa:

- Ai, ai, isso doeu. Você pode me virar para cima por favor?

                Ranhilt assustara-se nesse momento, quem estava falando? O espelho? Como é possível?! A jovem então vira o espelho para cima, e nesse momento que ela se assusta de verdade. O espelho estava juntando os fragmentos. Era um espelho simples, oval com a contra face e cabos de madeira. No verso do espelho, um desenho de um olho havia sido cravado sobre a madeira. Assim que juntou suas estilhas a imagem do espelho adquiriu forma, e diferente da qual deveria refletir. No dado momento Gabe encontrava-se afastada do espelho, assustada e acanhada.

- Ahhhh…. – Suspirou a voz do espelho. – Então você é minha ama. Muito prazer ama Ranhilt, meu nome é Jaime, a seu dispor.- Observando a relutância da moça, Jaime prossegue: – Não tema Gabe Ranhilt, sou seu servo e sua mãe me criou no intuito de axilia-la.

 Gabe então se aproxima caltelosamente, e a imagem criada agora ganha forma: era uma máscara de teatro, a qual movia suas expressões faciais, e a boca em quanto falava.

- Oque é você? – Pergunta a jovem.

- Uma definição completa ama? - Pergunta polidamente o espelho.

- De preferência. – Conclui aproximando-se vagarosamente ainda, com a expressão de quem não está entendendo muito bem.

- Sou fragmentos de conciências aprisionados em um espelho mágico. E reafirmando oque lhe disse antes, a senhora Ranhilt crio-me no intuito de ajuda-la. – Responde Jaime.

- Como ela fez isso? – Pergunta curiosa a garota, recolhendo o espelho do chão.

- Bom, ela pegou um fio de cabelo seu, um pedaço de escama de dragão dourado… – Respondia o espelho até ser interrompido por Gabe:

- Não! Como ela faz esse tipo tipo de coisa? Ela é realmente uma bruxa? – Diz anciosa pela resposta.

- Eu diria que bruxa é nome pejorativo para mulheres seguidoras das artes arcanas. – Replica polidamente.

- Ela é ou não é?! – Corta a linha de raciocínio já irritada a jovem.

- Bom se ela não for bruxa, eu não sou um espelho. – Responde.

- Pelos deuses…. – Sem mais dizer Gabe senta-se no chão, e por lá catatonica reflete sobre sua vida intera, durante longas horas.

<o:p> 

Capítulo 4: E agora?

                Gabe, voltara a tocar a vida, poucos dias depois de seu aniversário de 20 anos. Todo dia esperava sua mãe voltar, e isso não acontecia, Jaime, por muitas vezes tentou explicar que tal fato nunca viria a acontecer, mas era inutil. Contudo a vida está dificil na cidade, estranhos acontecimentos sempre recaem sobre sua familia, e o sumiço repentino de sua mãe levantara suspeitas.